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Moto que estava com a família Brites é de traficante

CURITIBA – A motocicleta Honda CBR 1000R, placas AVB 3001, de São José dos Pinhais, encontrada na casa do empresário Edison Brittes, está no nome de Celso Alexandre Pacheco Quevedo, preso por tráfico de drogas na Casa de Custódia de São dos Pinhais, e com 12 processos – sendo dez no Paraná – a moto está bloqueada desde 2016, por falta de pagamentos de multas e IPVA.

A ligação de Edison com Quevedo deverá ser investigada pela polícia de São José dos Pinhais e, segundo o delegado Amadeu Trevisan, isso deve acontecer depois de se encerrar o inquérito que apura o assassinato do ex-jogador Daniel pelo empresário.

Edison Brittes foi o responsável pela morte do jogador Daniel, ex-São Bento, no dia 27 de outubro. O atleta, que antes de ser morto foi espancado na casa do empresário por quatro pessoas, teve seu pênis decepado e o corpo jogado em uma área na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais.

Edison foi detido com sua mulher, Cristiana, e a filha Allana, que completara 18 anos e cuja festa iniciada em uma casa noturna havia se estendido para sua residência, local da tragédia.

Segundo a Justiça, Quevedo foi detido pela Polícia Federal por “associação para tráfico de drogas em São José dos Pinhais com ramificações em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso”.

Em entrevista à RPC, o promotor Milton Sales desconfia de que a situação seja mais grave. O Ministério Público deve instaurar dois novos inquéritos para investigações. “Ninguém anda com uma moto de um patrão do tráfico assim”, disse Sales, se referindo ao fato do casal Sales andar com a moto e divulgar pelas redes sociais.

Também foi encontrado com a família um celular cujo chip estava no nome de Fernando Cidral de Oliveira, assassinado há dois anos e que mantinha, em sua casa, dois veículos roubados. “Ninguém usa um celular de um morto”, disse Sales.

Para Sales, é preciso investigar qual o papel de Edison em possíveis receptações de objetos e se há algum envolvimento em algum tipo de organização.

O advogado de defesa da família, Claudio Dalledone Júnior, disse não haver problema algum no fato de o casal usar a moto de corrida. “Não é atitude ilícita trafegar com veículo em nome de outra pessoa”, disse. Com relação ao celular, Dalledone disse que isso não tem “relação alguma com o crime contra Daniel”, concluiu.

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