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Terça, 24 de novembro de 2020
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Coluna

Tempos de Máscaras

Conversando com pessoas próximas, comecei a fazer uma analogia entre a máscara que devemos usar

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Põe máscara, tira máscara; às vezes esquecemos dela e outras vezes exageramos em usar até dentro de casa.

Conversando com pessoas próximas, comecei a fazer uma analogia entre a máscara que devemos usar para nos proteger e proteger aos outros na pandemia do novo coronavírus e a máscara que de alguma forma todos nós temos durante toda a vida ou em determinados momentos do nosso viver.

De forma figurada, em muitos momentos, as máscaras também são para proteção, assim como são as reais, pois nas situações de raiva, quando estamos irritados, a máscara social ajuda a não contaminarmos as pessoas com nosso mau humor , onde podemos perder amizades ou até ganharmos inimigos.

Mas pensando calmamente, falando da vida, do comportamento, nada melhor que um rosto sem máscara, onde é possível ver o sorriso da alma, mesmo às vezes do rosto triste, onde podemos contribuir para diminuir ou mesmo tirar a tristeza de alguém; também é melhor ver a sinceridade de um rosto fechado, que partilhar da falsidade. O melhor sempre é o rosto como ele é.

De forma contraditória, atualmente, enquanto há uma campanha para usarmos a máscara para nos proteger contra a coronavírus, e temos sim que usá-las, eu olho para outro mundo, aquele em que muita gente retirou as máscaras, ou elas caíram, aquelas com estampas do equilíbrio, da calma, da educação, da empatia e do freio, sim, do freio, parecido com os elásticos nas máscaras de pano, que não as deixam cair.

Muitas pessoas deixaram cair a máscara ou não estão achando ou não a querem encontrar. A violência escancarada ou de fato ou virtualmente nas redes sociais, ou com ideias próprias ou apoiando, compartilhando e até bancando ideias que não são suas (geralmente Fake News), mas que de alguma forma condiz com pensamentos e ações que não tinham antes, ou melhor, tinham mas com a máscara arrancada, não conseguem mais esconder; preferem ser agressivos com pessoas próximas, apoiam ideias que até algum tempo atrás diríamos que seria impossível aquela pessoa ter, agir ou expor tais opiniões; brigam, se dividem, jogam fora suas máscaras, para bancar as máscaras de poderosos com interesses políticos, religiosos financeiros, familiares e de poder; estes "líderes" que tanto fazem máscaras caírem, não se importarão com a nudez de seus rostos quando você mais precisar; não banquem as máscaras deles, não deem a suas vidas por eles, seja de forma figurada ou real.

São tempos de máscaras: de colocar, de tirar, de serem arrancadas, pois muitas estão caindo.

São tempos de usar para se proteger do vírus, mas falando de forma figurada, se for para o bem, para defender o que é realmente correto, não a verdade do seu ídolo, do seu político, mas a verdade do seu coração, deixe seu rosto aparecer, escancare o sorriso da alma, pondere com coerência para o seu bem, para o bem das pessoas que você ama e até daqueles que você nunca viu.

Use sempre as máscaras contra o vírus, porém as retire quando for para o bem, para a justiça e para a construção de coisas boas, mesmo porque, se elas não forem usadas desta forma, um dia irão cair, pois os rostos duram mais que as máscaras..

Fonte/Créditos: Hidalgo Netto

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