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Sexta, 04 de dezembro de 2020
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Coluna

Acerto de contas - Por: Gilson Lima

Falar de morte, por mais desagradável que seja, está em nossos pensamentos, medos e até nas palavras dos poetas

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Sei que amanhã quando eu morrer, os meus amigos vão dizer que eu tinha um bom coração, alguns, até, hão de chorar e querer me homenagear, fazendo, de ouro, um violão. Mas depois que o tempo passar, sei que ninguém vai se lembrar que eu fui embora. Por isso é que eu penso assim, se alguém quiser fazer por mim, que faça agora!

(Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito)

O assunto (morrer) por mais desagradável que seja, está presente em nossos pensamentos, medos e até, como na citação acima, nas palavras dos poetas.

Atento a esse fato e também para aliviar a carga de meus familiares, resolvi manifestar em vida, meus últimos desejos para que sejam observados quando chegar a hora do meu "acerto de contas":

1º Quando eu morrer, não quero choro nem vela, quero uma fita,mas não amarela e sim azul e branca, com o distintivo do Esporte Club São Bento time que, ainda pequeno, conduzido pelas mãos de meu pai, aprendi a amar e, principalmente, sofrer;

2º Nada de tristeza. Afinal, quem me conheceu em vida, sabe que sempre gostei de SAMBA... E por existirem tantos, e bons, por não querer cometer nenhuma injustiça, deixo a penosa tarefa de escolher o samba que há de embalar meus últimos momentos àqueles que ficarem encarregados dos preparativos finais;

3º Faço questão de ser velado e enterrado vestindo camiseta e bermuda (de preferência aquelas com motivos havaianos, que é para incomodar a quem se dispuser a prestar-me as últimas homenagens);

4º Nada de velório longo pois sempre fui muito ansioso... Não vejo a hora de conhecer (finalmente) o paraíso. (pelo menos ainda tenho esperança que para lá irei);

5º Faço questão de ser CREMADO (eis mais um motivo para estar com roupas leves - camiseta e bermuda);

6º Finalmente, àqueles a quem sem querer magoei, aceitem (embora que tardiamente) as minhas sinceras desculpas; aos (poucos) que fiz algum bem, retribuam fazendo uma caridade a quem precisar.

Parto desta com a sensação do dever cumprido e a gratidão por tudo que desfrutei: minha família maravilhosa - que teve a galhardia de me aturar esses anos todos; meus amigos sinceros e nossos papos e discussões filosóficas regados a chope e cerveja, além de comidinhas que meu médico sempre insistia para que não abusasse.

A propósito, devo expressar minha gratidão ao meu zeloso primo, amigo e cardiologista Dr. Ned Maciel de Oliveira... Afinal, ele sempre me recomendava para que "largasse dessa vida". Finalmente (contra minha vontade) resolvi seguir seu conselho!

Enfim, não posso ou tenho o que reclamar. Tenham a certeza de que minha passagem por estas "bandas" foi tão agradável e proveitosa, que será praticamente impossível que a "próxima etapa"seja mais agradável...

Mas, felizmente, sempre fui um otimista!

Fonte/Créditos: Gilson Lima

Créditos (Imagem de capa): Arquivo pessoal

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