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Domingo, 17 de janeiro de 2021
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Mundo

Oxford anuncia que vacina contra o coronavírus tem em média 70% de eficácia

O anúncio é uma decepção depois que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna mostraram 95% de eficácia

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A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca tem eficácia que varia de 62% a 90% contra a covid-19, apontam estudos feitos com mais de 20 mil pessoas. Em média, a proteção oferecida é de 70%.
 
O anúncio é, ao mesmo tempo, uma boa notícia e uma relativa decepção depois que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna mostraram um nível de proteção de 95%.
No entanto, a vacina de Oxford é muito mais barata e mais fácil de armazenar e chegar a todos os cantos do mundo do que esses dois imunizantes.

Dessa forma, caso seja aprovada por órgãos reguladores, a vacina de Oxford/AstraZeneca terá um papel fundamental no combate à pandemia. Especialistas avaliam que nenhum imunizante terá sozinho a capacidade de conter a doença, algo que seria possível apenas com a distribuição dos vários imunizantes eficazes, seguros e disponíveis.

Num espaço de dez meses, os pesquisadores da universidade britânica realizaram um processo de desenvolvimento de vacina que tradicionalmente leva uma década.

O governo do Reino Unido encomendou 100 milhões de doses da chamada "vacina de Oxford", o suficiente para imunizar 50 milhões de pessoas. O governo brasileiro, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também planeja distribuir 100 milhões de doses.

O que os estudos mostraram?

Mais de 20 mil voluntários estiveram envolvidos, metade no Reino Unido e o restante no Brasil.

Eles foram divididos em diversos grupos. Foram registrados 30 casos de covid-19 em pessoas que receberam as duas doses da vacina e 101 casos da doença em pessoas que receberam um placebo.

Por isso, os pesquisadores afirmaram que o imunizante oferece 70% de proteção em média.

Quando os voluntários receberam duas doses "altas", a proteção foi de 62%, mas aumentou para 90% quando as pessoas receberam uma dose baixa seguida por uma alta. Não está claro ainda por que há essa diferença.

"Estamos muito satisfeitos com esses resultados", disse o professor Andrew Pollard, o principal pesquisador do estudo, em entrevista à BBC.

Ele disse que os dados de eficácia de 90% eram "intrigantes" e significavam que "teríamos muito mais doses para distribuir".

Além disso, fases anteriores da pesquisa apontaram que a vacina funcionava de forma eficaz para todas as faixas etárias.

Quando as vacinas serão distribuídas?

No Reino Unido, há 4 milhões de doses prontas para uso, e outras 96 milhões para serem entregues.

No Brasil, a Fiocruz negociou um acordo com a AstraZeneca para a compra de lotes e transferência de tecnologia, o que permitiria a produção da vacina no Brasil no início de 2021.

O acordo prevê a entrega de 15 milhões de doses até dezembro de 2020 e outros 15 milhões até janeiro de 2021. Esse montante seria suficiente para imunizar 15% da população brasileira. Em seguida, seriam produzidas mais de 70 milhões de doses, com custo unitário em torno de R$ 12.

Com duas doses, a vacina de Oxford pode se aproximar desse número, mas os testes nesse sentido não foram conclusivos.

 

Fonte/Créditos: BBC

Créditos (Imagem de capa): Foto: Getty Images / BBC News Brasil

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