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Sábado, 04 de dezembro de 2021
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Sorocaba - RMS

Mercearia de Sorocaba faz 70 anos e mostra que administração familiar dá certo

Ainda com a famosa caderneta aos clientes mais antigos e com um "pouco de tudo", a mercearia Mariano atravessa gerações

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No dia 17 de fevereiro de 1951, uma italiana que morava em Sorocaba, conhecida com "Dona Nona", já com seus 60 anos, inaugurava na então Rua General Carneiro, uma mercearia que vendia produtos básicos, como arroz, feijão, farinha, leite e outros; era o início da Mercearia Mariano.

Com a duplicação da rua, que passaria a ser a partir de então a Avenida General Carneiro, a mercearia da "Dona Nona" teve que mudar de local, por causa da desapropriação para que as obras da avenida acontecessem. uma casa na Rua Ramos de Azevedo, foi construída às pressas para abrigar a família Mariano e a garagem foi destinada para montar a mercearia e dar continuidade ao sonho. 

Sem dinheiro, portanto sem capital de giro, Dona Nona ficou conhecida por sua habilidade de negociação com os fornecedores, para que a mercearia estivesse sempre abastecida.

"Dona Nona" via a mercearia crescer e precisava de ajuda de familiares, porém seu filho Luiz, queria ter uma vida independente da família e já tinha escolhido outra profissão: ele era taxista. Foi então que "Dona Nona" viu em seus netos mais velhos, Priscila e Adonias, não só ajudantes mas os familiares que dariam continuidade à Mercearia Mariano. Ainda crianças, Priscila e Adonias já atendiam os "fregueses".

Em meados da década de 1960, "Dona Nona" faleceu e os netos escolhidos para tomarem conta da mercearia, mantém a tradição até hoje e já escolheram alguém que mantenha a tradição pelas próximas décadas: Flavinho, filho de Adonias.

Priscila, que tinha facilidade nos cálculos, que desde oito anos calculava o valor das antigas cadernetas dos clientes, permaneceu sempre com a contabilidade.  Antigamente os clientes compravam, marcavam nas cadernetas e pagavam no final do mês ou nos dias em que recebiam seus salários.

Mudanças e adaptações

Com o passar das décadas, o pequeno armazém, passou por diversas mudanças, virou bar e voltou a ser mercearia. A modernização demorou um pouco, até porque, segundo os proprietários, a longevidade do comércio se dá pela identidade própria e uma essência familiar, com um tratamento diferenciado aos clientes da região e de muitos que vêm de outros lugares da cidade para comprar na Mercearia Mariano. Muitos jovens da cidade começaram suas vidas no mercado de trabalho na mercearia e muitos trabalhadores sustentaram suas famílias ao longo destes 70 anos, através de seus empregos no local. As cadernetas na Mercearia Mariano perduram até hoje com os clientes mais fiéis. 

Atualmente, o "delivery" é uma tendência, porém a entrega dos produtos nas casas dos clientes, já é comum na Mercearia Mariano há décadas.

Uma opção para alunos do Estadão e Getúlio Vargas

Como uma segunda cantina, os alunos da Escola Estadual Júlio Prestes de Albuquerque, o Estadão e da Escola Municipal Getúlio Vargas, tinham a Mercearia como uma referência na hora do "recreio". Em horários específicos, como pela manhã e no período da tarde, por volta das 16h30, onde os pães quentinhos, vindos da Padaria Real e os frios, eram disputados pelos alunos das escolas e também dos clientes que vinham de várias regiões da cidade.

Antigos "fregueses", que ainda frequentam a Mercearia Mariano, contaram à reportagem da Rádio Super, que ainda sentem aquele cheirinho de pão quente e da mortadela que era cortada na hora.

Referência na região central e presente nas boas lembranças de quem já frequentou o comércio, a Mercearia Mariano continua firme, já na quarta geração de administradores, ainda recebendo clientes de décadas, além dos filhos destes clientes e outros novos que estão chegando, quem sabe para ainda contar nas próximas décadas, as lembranças de boas amizades com o cheirinho da pão quente e mortadela e o bom atendimento e diversidade de produtos, com o famoso "tem de tudo" que atravessou sete décadas e que segundo Priscila, Adonias e agora Flavinho outros 70 anos virão .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte/Créditos: Rádio Super com colaboração de Fábio Mariano

Créditos (Imagem de capa): Fábio Mariano

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