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Quarta, 28 de julho de 2021
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Sorocaba - RMS

Família quer saber se tem outra pessoa enterrada no lugar de homem vítima da Covid

Hospital entregou dentadura de outra pessoa para a família, depois do enterro do parente

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Uma família de Votorantim/SP, enfrenta uma grande dúvida, aliada à tristeza de ter perdido um ente querido: ela não tem a certeza de que, quem está enterrado no jazigo da família é de Maurício Ribeiro de Moraes, de 45 anos, que teria falecido na última terça-feira (8), por complicações da Covid-19, ou outra pessoa

A irmã de Maurício, Marli, entrou em contato com a Rádio Super e relatou o desespero da família em não saber o que realmente aconteceu, pois ninguém da família conseguiu reconhecer o corpo, pois o caixão estava lacrado. Um dos familiares, no dia do enterro, reparou que o caixão parecia muito pequeno.

Um dia após o sepultamento, a esposa de Maurício, Rosana Campos, foi avisada através de ligação telefônica, por uma funcionária do Hospital Municipal Dr. Lauro Roberto Fogaça, em Votorantim, que era para alguém retirar uma prótese dentária de Maurício no hospital, porém, Maurício nunca usou próteses dentárias, e outro detalhe, os pertences de Maurício já foram retirados quando ele foi internado. O fato causou uma grande dúvida na esposa e na irmã do falecido: se da mesma forma que confundiram os pacientes em relação aos pertences, será que o corpo enterrado era o de Maurício?

Outro fato citado pela família, é a de que  a assistência social do hospital disse que foi um engano e que colocaram a dentadura sobre a ficha de Maurício, por isso avisaram a família, porém o caminhoneiro faleceu um dia antes, deixando a questão do porquê da ficha de Maurício ainda estar na enfermaria.

De acordo com Marli, uma reunião foi agendada por representantes do hospital com a família, para a quinta-feira (10), onde seria feita uma apuração, porém a reunião não foi realizada e só veio a acontecer na sexta-feira (11), com a presença de advogados das duas partes, porém representantes do hospital, apenas pediram desculpas pelo ocorrido, mas isto não é suficiente para a família.

A família quer a exumação do corpo para saber se realmente é o corpo de Maurício que está sepultado no local, para segundo Marli, "a família ter paz para viver".

De acordo com informações do Hospital Municipal Dr. Lauro Roberto Fogaça, por determinações da Vigilância Sanitária e outros protocolos, o corpo só pode ser reconhecido pela família, após 20 dias contados a partir do diagnostico de Covid-19, sendo que o diagnóstico do caminhoneiro Maurício tinha 19 dias. 

A diretoria do Hospital Municipal também afirmou que fica à disposição da família para mais esclarecimentos, se necessário.

Na foto, com Maurício Ribeiro, está a esposa Rosana de Campos.

 

 

 

 

 

Fonte/Créditos: Rádio Super

Créditos (Imagem de capa): Arquivo pessoal

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